Paulo Rangel considera que há uma aliança "chego-socialista"
Estas críticas foram feitas por Paulo Rangel perante o Congresso Nacional do PSD, que decorre em Anadia, distrito de Aveiro, num discurso em que elogiou a ação das ministras do Trabalho, Maria do Rosário da Palma Ramalho, e da Saúde, Ana Paula Martins.
Membro da Comissão Política social-democrata, Paulo Rangel considerou grave o que se passou na sexta-feira, no parlamento, com o chumbo da proposta do Governo de revisão das leis laborais.
"Que ninguém desanime, que ninguém fique (como alguns comentadores) na névoa da ideia da crise política, porque os portugueses sabem que o que aconteceu se resume ao nosso provérbio: Por morrer uma andorinha não acaba a primavera", sustentou.
Apesar de desdramatizar as consequências políticas da reprovação da proposta de lei para a revisão das leis do trabalho, Paulo Rangel defendeu que importa "denunciar o PS, partido do radicalismo cândido".
"É radical porque quer manter toda a agenda de Pedro Nuno Santos, mas é cândido porque se apresenta com o discurso delicodoce de José Luís Carneiro. O PS que votou contra a reforma laboral é o partido que se recusa a negociar tudo", declarou.
Depois, definiu o Chega como "o partido da chico esperteza populista, o partido dos truques, das fintas, que diz hoje uma coisa de manhã e outra à tarde".
O Chega, na perspetiva do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, "não é um partido confiável".
"Que ninguém tenha ilusões, quando o Chega votou contra a alteração do Código do Trabalho - uma reforma que previa maior flexibilidade, maior produtividade, maior crescimento, mais direitos para os trabalhadores -- fez isso porque quer baixar as pensões dos portugueses". E justificou a sua tese:
"Falei em chico esperteza populista por o Chega pretender baixar a idade da reforma. Mas aquilo que o Chega conseguiria era baixar as reformas de todos os portugueses a partir da ideia de que ele dava alguma coisa baixando a idade da reforma", disse.
Para Paulo Rangel, "há uma coligação negativa chego-socialista" no país.
"Há uma aliança tática entre o PS e o Chega e que na sexta-feira ficou claramente demonstrada", defendeu.
Para o dirigente social-democrata, o que assusta o PS é o facto de o PSD "ser o partido do meio, o partido reformista e o partido responsável".
"Somos o partido central. E eles, Chega e PS, têm medo da moderação, do reformismo, da capacidade de fazer, da capacidade de mudar. Eles têm medo, não apenas do PSD, têm medo de Luís Montenegro", acrescentou.
Agência Lusa
Carlos Moedas afirma que objetivo é a maioria absoluta em Lisboa em 2029
Carlos Moedas colocou esta fasquia eleitoral perante o Congresso Nacional do PSD, que decorre em Anadia, distrito de Aveiro. Subiu à tribuna dos oradores pouco depois da segunda intervenção do líder do seu partido - ocasião em que Luís Montenegro anunciou o autarca da capital como um dos novos vice-presidentes sociais-democratas.
Em relação a objetivos eleitorais, Carlos Moedas disse o seguinte: "Ganhámos as eleições autárquicas em Lisboa duas vezes: A primeira por 2294 votos de diferença, a segunda por uma diferença dez vezes maior. E, hoje, deixo-vos aqui, em primeira mão, que em 2029 vamos ganhar por muito mais, com uma grande maioria absoluta".
No seu discurso, o presidente da Câmara de Lisboa fez também um dualismo entre mentira e verdade na política, considerando que se assiste a um tempo "em que muitos vivem do alarmismo, da mentira, da manipulação".
"Mas a verdade é olhar para o país como ele é, dizer que durante muito tempo o PS governou adiando a vida dos portugueses. O PS habituou-nos à política do anunciar e não fazer -- e em Lisboa foi assim durante 14 anos. Durante 14 anos construíram 17 casas por ano, nós entregámos 3200 em quatro anos", advogou o autarca.
A seguir, atacou também o Chega, dizendo que "coragem não é insultar mais depressa" ou "gritar mais alto".
"Sem hesitação digo que o Chega não é a solução para Portugal. O Chega quer um país zangado consigo próprio, enquanto os socialistas querem um país triste e resignado e a extrema-esquerda quer um país zangado com o mundo, intolerante a todos os que pensam diferente".
Como modelo político, o presidente da Câmara de Lisboa destacou a figura do antigo primeiro-ministro e Presidente da República Cavaco Silva.
"Na primeira maioria absoluta tinha 17 anos. Estava na Praça da República, em Beja, e senti pela primeira vez o que era a social-democracia. Cavaco Silva trazia consigo um equilíbrio tão único e tão raro na política. E a isso chama-se coragem para reformar, para decidir, coragem para afirmar que a liberdade não pertence aos extremos, mas a cada um dos portugueses", declarou perante os congressistas sociais-democratas.
Para Carlos Moedas, "as grandes reformas tiveram sempre a marca do PSD".
"E o Governo Luís Montenegro tem feito muito por honrar esse legado. Mais do que honrar esse legado, tem renovado esse legado", acrescentou.
Agência Lusa
Carlos Eduardo Reis diz que Governo deve "envolver o PS no diálogo" e alerta para o risco de eleitorado "não distinguir entre PSD e Chega"
"A palavra fragilidade é um pouco forte, talvez menos galvanizado ou entusiasmado, diria assim", explica. Carlos Eduardo Reis rejeita "dramas" no desfecho sobre a proposta de alteração ao Código do Trabalho, "até porque demonstra um ímpeto reformista [do Governo], essa vontade que o Partido Socialista nunca mostrou".
Questionado pela rádio pública sobre se a lição foi aprendida sobre um Chega que pode não ser confiável, o ex-deputado do PSD vê como "natural" que o Governo procure entendimentos no Parlamento "à esquerda e à direita". Mas destoa na estratégia adoptada por Luís Montenegro: "Eu não coloco os dois, PS e Chega, no mesmo patamar", defendendo que "o problema" é que o Governo "não tentou incluir os socialistas nestas reformas, nestes diálogos". Para Carlos Eduardo Reis, o PS "tem a responsabilidade de se sentar com aqueles que querem reformar o país".
Mas será que o Governo quer sentar-se com o PS? "Acho que o Governo quer sentar-se com o PS e o PS tem de mostrar essa abertura. Se não mostrar temos nós de insistir", responde, acrescentando que "o exercício de governação é um exercício de paciência" e que não se "satisfazia" só com o Chega, mas "insistiria no envolvimento do PS" nos diálogos parlamentares.
Nesta entrevista, Carlos Eduardo Reis, também vereador na Câmara Municipal de Barcelos, alerta para as consequências de negociar com o Chega matérias "tão importantes", como é o caso da Reforma Laboral. Tem o risco da "normalização" do partido liderado por André Ventura. "Aí coloca-se a questão: quem dá o abraço do urso a quem? Nós ao Chega ou o Chega a nós? Porque chega uma altura em que as pessoas já não distinguem entre os dois partidos",avisa Carlos Eduardo Reis, que em entrevistas anteriores já alertava que o Chega "quer engolir" o PSD.
Carlos Eduardo Reis diz que "quando não gostamos das críticas, temos de saber encaixá-las para seguirmos em frente"
Questionado sobre o espírito reformista que Luís Montenegro reclama para si, o social-democrata considera que "não se pode pedir a este Governo que apresente, passados dois anos, resultados imediatos". Mas defende que é preciso "empatia" a explicar aos portugueses o que o Executivo está a fazer para transformar as suas vidas.
A falta de reformismo de Luís Montenegro tem sido uma das principais críticas apontadas por Pedro Passos Coelho, que já pediu "mais ritmo" à governação. O secretário-geral do PSD, Hugo Soares, já tinha dito, em entrevista à Antena 1, que "todos os ex-líderes são bem-vindos" ao Congresso em Anadia. Carlos Eduardo Reis alinha nessa visão e defende que "alguém tão impactante na militância social-democrata, e até fora dela, teria aqui um espaço privilegiado para poder contribuir com o seu pensamento". Mas com Passos Coelho ausente da reunião magna do partido que em tempos liderou, o actual presidente do PSD/Braga entende que "quando não causam dano excessivo, as críticas podem ser uma oportunidade e são positivas".
"Alguém tão impactante na palavra merece ser ouvido. Temos que saber, mesmo quando não gostamos, encaixar essas críticas para podermos seguir em frente", conclui Carlos Eduardo Reis, em entrevista à rádio pública, à margem da reunião magna, que decorre este fim-de-semana em Sangalhos, Anadia, distrito de Aveiro.
"É um absurdo". Montenegro afasta cenário de crise política após chumbo da reforma laboral
Montenegro quis deixar um sinal de confiança no trabalho do Governo, dizendo que os seus objetivos estão e vão continuar a ser cumpridos.
Questionado pelos jornalistas sobre a hipótese de uma crise política, o primeiro-ministro respondeu que “é um absurdo mesmo” equacioná-la.
Montenegro contava com a lei laboral para trazer uma vitória política ao congresso do PSD em Anadia. No entanto, de sexta para sábado o presidente do partido terá reescrito grande parte do discurso.
“Respondemos com trabalho ao ruído, ao ressentimento, ao imobilismo”, declarou. “Ontem se viu com especial nitidez: as oposições vibram com a politiquice e destratam a mudança. Falta-lhes a coragem, a firmeza e o sentido de responsabilidade”.
Limou ainda o texto para dizer que o Chega é teleguiado pelas redes sociais e que a estratégia do PS é a de fingir que negoceia para depois dizer que é alternativa.
“’Nós simulamos em palavras e em cartas o espírito construtivo e assim vamos obrigar a AD, o Governo, a negociar exclusivamente com o Chega’. É a forma mais visível de uma estratégia política manhosa”, condenou.
Acusou também o Chega e o PS de quererem deixar tudo na mesma e aproveitou as entrelinhas para responder a Passos Coelho, dizendo que os social-democratas estão unidos e mobilizados.
“Sem intrigas. Sem equívocos. Sem distrações. Sem politiquice”, afirmou, dizendo estar “tudo menos preocupado” com o seu “futuro político”.
Leitão Amaro chocado com voto de Ventura que "fez chorar de alegria" líder da CGTP
António Leitão Amaro falava perante o 43.º Congresso do PSD, deixando também críticas ao PS, que considerou parecer querer "fazer sofrer o Governo" pelos problemas que deixou após oito anos de governação, mas alertando que "quem sofre são os portugueses".
"As reformas demoram tempo e temos que ter resiliência para fazer chegar os resultados", apelou.
Mas a crítica mais violenta do ministro da Presidência foi dirigida ao partido liderado por André Ventura.
"Eu acho que vimos ontem (sexta-feira) um dos mais chocantes momentos da vida política portuguesa: ver um voto de André Ventura e do Chega fazer chorar de alegria o líder sindicalista comunista", criticou, referindo-se ao líder da CGTP, Tiago Oliveira, nas bancadas do parlamento.
Leitão Amaro deixou também uma mensagem para os jovens portugueses.
"Cada vez que no TikTok virem André Ventura a dançar, ele é o homem que vos está a tramar. O que ele disse ontem ao país e ao PSD foi isto: para aprovarmos a lei laboral, cortamos nas pensões dos jovens no futuro. Se a chumbarmos, não deixamos que os salários deles subam", considerou.
Por isso, defendeu que o líder do Chega é hoje "um travão ao progresso e um adversário da juventude".
Leitão Amaro pediu ainda ao primeiro-ministro e ao Governo resistência a "ataques políticos e pessoais, mentiras, intrigas e acusações não apenas às políticas, mas aos homens".
"Sá Carneiro sofreu disto, Cavaco Silva sofreu disso. Passos Coelho também sofreu dessas acusações. Luís Montenegro sofreu. Muitos de nós sofremos e resistimos porque viemos para transformar. Podem atacar, podem-nos dar o pior, e nós respondemos com o nosso melhor", assegurou.
O ministro da Presidência defendeu as alterações na política da imigração, pasta que tutela, lamentando que de um lado lhes tenham chamado "fascistas e, do outro lado, frouxos".
"Portugal tinha tudo para cair no mesmo desastre do fracionamento e da divisão social sobre a imigração que aconteceu e vemos acontecer em países europeus. Mas não, porque nós respondemos", disse.
Leitão Amaro argumentou que o Governo recusou o radicalismo do que "acham que estava tudo bem com as portas escancaradas", mas também o dos que esquecem que todos são "seres humanos, independentemente da cor da pele e do passaporte.
"Fizemo-lo sempre com a mesma moderação e sentimento de unidade. Nós somos o PSD e este é o nosso legado reformista. Obrigado por fazermos todos parte dele", afirmou.
Agência Lusa
Bugalho, Moedas e Pedro Duarte são os novos vice-presidentes do PSD
Hugo Soares continuará como secretário-geral do PSD e Sebastião Bugalho será também porta-voz do partido.
Luís Montenegro anunciou os principais nomes para os órgãos nacionais perante o 43.º Congresso do PSD, que se reúne até domingo no Velódromo de Sangalhos, em Anadia (Aveiro).
Na comissão permanente, o órgão mais restrito da direção vão manter-se como vice-presidente a antiga ministra Leonor Beleza -- que continuará primeira vice -, bem como Alexandre Poço e Inês Palma Ramalho.
Deixam as vice-presidências do PSD Carlos Coelho, que vai liderar ao Instituto Sá Carneiro, Lucinda Dâmaso, presidente da UGT, e Rui Rocha, que continuará como vogal da direção.
Agência Lusa
Moedas acusa Chega de se unir à extrema-esquerda para impedir reforma laboral
À entrada para o 43.º Congresso do PSD, que decorre hoje e domingo em Anadia, no distrito de Aveiro, Carlos Moedas considerou que o partido "chega com muita força ao congresso" e classificou a rejeição do pacote laboral como um episódio "triste".
"O que vimos ontem (sexta-feira) foi triste e destaco que o único grande partido ao centro é o PSD, todos os outros estão à esquerda e inclusive o Chega que se juntou a toda a esquerda e à extrema-esquerda contra o país avançar", frisou.
O autarca da capital salientou que o país precisa cada vez mais do PSD, que na liderança do Governo tem feito reformas e tem sido "verdadeiramente reformista".
Para Carlos Moedas, "todos os portugueses que queriam mudança, a reforma, saem derrotados do que aconteceu".
O presidente da Câmara de Lisboa disse ainda que o Governo da AD deve estar disposto a negociar com todos os partidos representados na Assembleia da República.
"Não é não a uma coligação com o Chega, mas temos de falar com aquele que é o maior partido da oposição. Infelizmente esse partido encostou-se ao PS e à extrema-esquerda e, portanto, a partir daí não há reforma, é pena".
O autarca justificou a sua presença no 43.º congresso dos sociais-democratas para "ajudar o presidente do partido, mas sobretudo para dar força a um projeto de mudança, de reforma para o país".
Agência Lusa
Abreu Amorim recusa problemas de governabilidade por "apenas uma" proposta rejeitada
Carlos Abreu Amorim deixou esta mensagem no 43.º Congresso Nacional do PSD, em Anadia, no distrito de Aveiro, onde foi o sétimo ministro do Governo do XXV Governo Constitucional a discursar e defendeu que a AD (PSD/CDS-PP) é "o centro" do sistema político português e a única força capaz de "dialogar com todos".
Um dia depois de ter sido rejeitada no Parlamento a proposta de revisão do Código do Trabalho, na generalidade, com votos contra de Chega, PS, Livre, PCP, BE, PAN e JPP, o ministro relativizou essa rejeição, apresentando números sobre as propostas de lei apresentadas pelo Governo nesta sessão legislativa.
"Desde setembro de 2025, nós apresentámos 66 propostas de lei no Parlamento, 47 foram aprovadas, 18 estão ainda em processo de especialidade, e apenas uma foi rejeitada", referiu. "Eu repito: das 66 propostas de lei, apenas uma foi rejeitada", reforçou.
Carlos Abreu Amorim ressalvou que a única proposta de lei rejeitada nesta sessão legislativa, a proposta de revisão do Código do Trabalho, "era muito importante" e subscreveu as palavras da ministra do Trabalho de que esta foi "uma oportunidade perdida" para o país.
"Mas a mensagem que eu quero aqui deixar é que, ao contrário de algumas vozes agoirentas e que normalmente pecam por excesso de inteligência na análise política, há todas as condições de governabilidade, há todas as condições deste Governo cumprir o seu mandato, cumprir os seus desígnios, cumprir as suas propostas", acrescentou.
Agência Lusa
Ana Paula Martins admite ser impopular mas contrapõe que importa é ser responsável
Estas posições de Ana Paula Martins no congresso do PSD, em Anadia, distrito de Aveiro, foram acompanhadas por uma prolongada salva de palmas, de pé, por parte dos delegados do partido, tal como tinha acontecido momentos antes durante a intervenção da ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho.
Numa intervenção em que defendeu a necessidade de mudanças "urgentes" na saúde e em que advogou a existência de uma melhoria em alguns indicadores neste setor, Ana Paula Martins referiu-se de forma algo surpreendente à sua própria situação política dentro do executivo PSD/CDS.
"Enquanto Governo, sabemos o que precisamos de fazer na saúde e eu, pessoalmente, tenho a consciência de que, segundo a comunicação social, sou a ministra menos popular deste Governo. Mas sempre assumi que governar não implica ser popular, implica ser responsável", afirmou, recebendo então uma prolongada salva de palmas.
A titular da pasta da Saúde disse depois que não confunde "popularidade com responsabilidade" e foi mais longe: "Não dependo de barómetros para agradar a quem comenta no espaço público".
"Aceito com humildade todas as críticas, mas, enquanto estiver em funções, cumprirei o programa do Governo, sob a liderança firme do nosso primeiro-ministro, Luís Montenegro, sempre corajoso, sempre solidário, sempre confiante na sua equipa", elogiou.
A cabeça de lista da AD por Vila Real nas últimas eleições legislativas fez ainda questão de dizer, embora sem, especificar os seus alvos, que o executivo do qual faz parte "não pactuará com a fraude, com a inércia e com os interesses instalados ao longo dos anos".
"Não vou dar boas notícias à oposição, porque deixaremos o Serviço Nacional de Saúde em melhores condições do que aquelas que encontramos", acrescentou na parte final de uma intervenção em que reivindicou ter aumentado o número de médicos de família em Portugal, mas em que também falou nos efeitos da pressão migratória no setor da saúde.
"As circunstâncias que vivemos, com o aumento populacional brusco - causado pelo acolhimento de imigrantes que entraram no país sem regras e sem humanismo, a que acresce a existência de redes organizadas que se aproveitam da bondade da democracia e de negócios ilegais assentes nas ineficiências dos sistemas de saúde de outros países -, fazem com que o esforço e o sucesso que temos tido no aumento do número de médicos de família pareça não existir. Mas esse aumento existe, é real e vai continuar a ser real nos próximos meses", defendeu.
Ana Paula Martins disse depois que "as reformas necessárias na saúde exigem foco, exigem coragem, pois muitas vezes vão contra interesses estabelecidos de ordem política, corporativa ou empresarial".
"O PSD sempre governou em tempos difíceis, enfrentando interesses instalados e sempre promoveu o desenvolvimento económico e a justiça social", acentuou.
Agência Lusa
Ministro José Manuel Fernandes diz que PS e Chega não são confiáveis
"Estamos a governar para este Portugal mais competitivo e mais coeso, e todos juntos, com os autarcas, os governos regionais, os empresários e as universidades, vamos conseguir", afirmou José Manuel Fernandes.
Perante os congressistas, o governante sustentou que o Governo "dá confiança, estabilidade, previsibilidade e quer melhores salários para um país moderno, mais produtivo, competitivo e coeso".
Nos três minutos de intervenção, José Manuel Fernandes disse ser uma "testemunha privilegiada que Portugal não tem ninguém que pudesse fazer melhor desempenho do que o primeiro-ministro Luís Montenegro".
"Para além da competência que acompanho, do conhecimento de cada um dos nossos dossiês, é solidário e conhecedor de cada um dos 308 municípios, e não podíamos estar em melhores mãos", salientou.
Agência Lusa
Fernando Alexandre considera que Montenegro recuperou matriz social-democrata
Fernando Alexandre discursou no 43.º Congresso Nacional do PSD em Anadia, no distrito de Aveiro, pouco depois do ministro da Administração Interna, Luís Neves, que falou do trabalho da sua equipa por "um país onde a segurança protege a liberdade" e criticou os que "olham para tudo isto como profetas de uma desgraça".
"O meu registo vai ser muito ao do anterior companheiro. Eu gostava de começar por referir que uma das mudanças que os governos liderados por Luís Montenegro trouxeram ao nosso país e também ao PSD foi a recuperação da sua matriz social-democrata, que é única no espetro partidário português, que coloca uma centralidade na justiça social e também na competitividade não sendo elas antagónicas, mas antes complementares", declarou.
Segundo o ministro da Educação, Ciência e Inovação, que é militante do PSD, Luís Montenegro está a liderar o partido e o Governo "na boa linha daquilo que marcou essa matriz do PSD e que foram os governos de Aníbal Cavaco Silva".
Nesta fase dos trabalhos, a seguir ao almoço, interveio também a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, mas o primeiro discurso a levantar os delegados no Velódromo Nacional de Sangalhos foi o militante de Faro José Gameiro, que elogiou as medidas do Governo PSD/CDS-PP e, sobretudo, as qualidades do primeiro-ministro.
"Afinal quem é que tirou o PSD de anos consecutivos de oposição?", interrogou, acrescentando: "Tudo isto só foi possível porque tenho aqui à minha frente o homem que é primeiro-ministro de Portugal, que governa brilhantemente o nosso país".
A seguir, José Gameiro fez um apelo, que foi prontamente acolhido pelos congressistas: "O Congresso que se levanta! Levantem-se!".
Agência Lusa
Hugo Soares diz que não vai desistir de "chamar à razão" e dialogar com PS e Chega
Hugo Soares falava no 43.º Congresso do PSD, que decorre até domingo no Velódromo de Sangalhos, em Anadia (Aveiro).
Sem se referir diretamente ao chumbo do pacote laboral do Governo na sexta-feira, com os votos da esquerda mas também do Chega, o líder parlamentar do PSD contou que hoje muitos lhe disseram à chegada à reunião magna "como é que ainda acreditava neles" ou que "não era possível ir na conversa deles".
"Eu quero dizer ao congresso e ao pais: se o Chega e o PS desistiram do país, nós não vamos desistir de os chamar à razão, nós temos de governar e continuar com o dialogo na Assembleia da República", afirmou.
O dirigente do PSD -- que prometeu "continuar na primeira linha do combate político" - disse mesmo que irá "obrigar o PS e o Chega" a esse diálogo.
"Nós vamos continuar a responsabilizá-los porque a responsabilidade que eles têm foi a responsabilidade que o povo português lhes deu nas urnas. A nós disseram-nos para governar, a eles disseram para dialogar connosco, no parlamento que é o sítio certo", apontou.
Agência Lusa
António Rodrigues: "Não será um congresso de orelhas caídas"
Com a rejeição da proposta de lei laboral bem fresca na memória, o vice-presidente do grupo parlamentar do PSD António Rodrigues recusa que o congresso nacional do partido, que decorre este fim-de-semana em Sangalhos, Anadia, se torne um "congresso de orelhas caídas", defendendo que será uma oportunidade para "reganhar forças" para a "segunda etapa" da legislatura.
O deputado social democrata rejeita que tenha existido “excesso de confiança” neste processo e insiste na ideia de que o PSD tenta negociar com "todos", da esquerda à direita do hemiciclo.
“Esta geometria parlamentar exige uma necessidade de alargar sempre todos os espetros, à esquerda e à direita. E nós temos tentado fazer isso, com quem está disponível para conversar connosco”, refere António Rodrigues.
“Infelizmente nem todos estão disponíveis. Ou aqueles que se mostram disponíveis não se mostram capazes de levar até ao fim”, atira, numa alusão a PS e Chega.
A poucos meses do arranque da discussão do Orçamento do Estado para 2027, o ‘vice’ da bancada do PSD rejeita também que existam “portas fechadas” nas negociações e acredita que este será um trabalho "ponto a ponto".
"Nós estamos em jogo. Agora, se querem evitar com escolhas no caminho e barreiras que não têm qualquer tipo de lógica, nós vamos tentar ultrapassá-las. Uma a uma. E é a essa a nossa disposição, ir vendo ponto por ponto como é que se consegue ultrapassar a situação para ter um Orçamento de Estado. Não faz sentido ter um país adiado", remata.
Ministra do Trabalho diz que pacote laboral foi chumbado pelos que "votam em função das tendências do TikTok" ou por "afronta pessoal"
“Todos conhecem as vicissitudes deste projeto, a transparência que lhe imprimimos, as dezenas de reuniões, o grau incrível de desinformação sistemática e a politização do sindicalismo nacional”, declarou Maria do Rosário Palma Ramalho.
“E todos conhecem bem os nossos adversários: uns que, por não suportarem não estar no Governo fizeram desta reforma uma afronta pessoal; e outros que votam em função da sondagem do dia e das tendências do TikTok”, criticou.
A ministra referiu ainda que “esta era de facto uma reforma essencial para aproximar Portugal da Europa em termos de competitividade da economia, de produtividade, das empresas e do valor dos salários”.
“O chumbo desta proposta de lei é uma oportunidade perdida para o nosso país”, considerou.
Francisco Figueira alerta que é essencial uma reforma do sistema político
Francisco Figueira, porta-voz da conferência de líderes na Assembleia da República e deputado eleito pelo círculo de Évora, salientou este dado no primeiro de dois dias do Congresso Nacional do PSD, em Anadia, no distrito de Aveiro.
"Venho falar-vos não do país do litoral, não do país desenvolvido, mas daquele país que ainda sofre com as assimetrias regionais, com as diferenças que herdámos da ditadura e que em 50 anos não soubemos ainda corrigir", declarou Francisco Figueira.
Perante os congressistas, Francisco Figueira advertiu que não são apenas precisas medidas de fomento ou social.
"Precisamos de um novo paradigma de representatividade política, de um reequilíbrio entre a representatividade das diversas regiões do nosso país. Precisamos da reforma do sistema eleitoral", defendeu.
O deputado do PSD apontou depois que o Alentejo "tem um terço do território nacional, mas elege apenas oito mandatos na Assembleia da República".
"Isto são 3,5% do total de deputados no Parlamento, mas, repito, o Alentejo representa um terço do território nacional. Se queremos uma verdadeira política de coesão territorial, se queremos reequilibrar o nosso país, é preciso reequilibrar a representatividade política", frisou, numa intervenção em que elogiou a ministra da Saúde, Ana Paula Martins.
Agência Lusa
A análise do diretor de Informação da RTP
Vítor Gonçalves faz a análise do momento político do PSD no Congresso que decorre este fim de semana.
Sombra de Passos Coelho no Congresso?
Hugo Soares diz que Passos Coelho está "ao lado" do partido, apesar da ausência no congresso do PSD. Vários militantes admitem que gostariam de ver o antigo líder do social democrata em Anadia, enquanto Luís Montenegro evita falar sobre o tema.
Secretário-geral do PSD rejeita crise política após chumbo do pacote laboral
A várias vozes, os sociais-democratas falam num dia triste para o país, mas dizem estar focados em encontrar soluções para os problemas.
Luís Montenegro acusa o Chega e o PS de falta de coragem política
Luís Montenegro acusa o Chega e o PS de falta de coragem política e sentido de responsabilidade depois do chumbo na reforma da lei laboral. <br />No discurso de abertura do congresso social democrata, o presidente do partido criticou ainda a estratégia política dos socialistas - que apelidou de "manhosa".
"Não somos os donos da verdade", mas temos a responsabilidade de executar programa mais votado. "Não sou de me intimidar", diz líder do PSD
Luís Montenegro finalizou o discurso dizendo que não vai ceder a "nenhum tipo de pressão".
Montenegro lança críticas a quem faz "agitação permanente" baseada na "imaturidade"
Líder do PSD critica socialistas por "estratégia política manhosa"
Luís Montenegro considera que há uma tendência dos socialistas para uma "simulação em palavras e cartas de um espírito construtivo", tentando obrigar a AD a dialogar apenas com o Chega, para depois lançar acusações.
Montenegro diz que o compromisso é de não fazer um "Bloco Central"
"Todos temos de assumir as nossas responsabilidades" quanto ao mandato do Povo, avisa Montenegro
Montenegro lembra que o mandato do Povo indica que há que negociar com duas oposições, mas que deu ao Governo a orientação geral
O presidente do PSD e primeiro-ministro defendeu que a mensagem dos portugueses nas últimas eleições foi dar ao PS e ao Chega "igual nível de responsabilidade" para "dialogar e colaborar" com o Governo. O líder do PSD diz que esse mandato permite também que PS e Chega se juntem para ir contra o Governo, mas considera que isso está a acontecer mais vezes do que seria o espírito do mandato do povo.
"As oposições vibram com a politiquice e destratam a mudança", afirma primeiro-ministro, referindo-se ao chumbo da reforma laboral
"Este Portugal está a acontecer. Não vamos deixar o país igual ao que estava há dois anos". "Respondemos com trabalho ao ruído, ao ressentimento e ao imobilismo"
Líder do PSD fala de colocar as Pessoas primeiro, mas também da necessidade de um Estado eficiente
Montenegro assinala tempo "especialmente desafiante" a nível externo que convida à ação
Líder do PSD abre o Congresso com discurso. "Chegamos aqui com espírito de reformismo" e "foco no futuro"
Montenegro elogia o percurso feito até aqui e vitórias eleitorais
Montenegro afirma que crise política é dissertação sem correspondência com a realidade
O presidente do PSD afastou hoje um cenário de crise política a prazo em Portugal, defendendo que não tem nenhuma correspondência com a realidade do país, embora a comunicação social "tenha sempre muitas razões para dissertar".
Este breve comentário foi transmitido por Luís Montenegro à chegada ao Congresso Nacional do PSD, no Velódromo de Sangalhos, no concelho de Anadia, distrito de Aveiro.
Luís Montenegro não quis falar aos jornalistas à entrada para o congresso, alegando que o fará ainda esta manhã uma intervenção de fundo.
"Já falo convosco a partir do púlpito do congresso. Depois, saberão o que tenho a dizer ao congresso e ao país. Farei então a minha análise da situação política", declarou.
Interrogado pelos jornalistas se o chumbo da proposta do Governo de revisão das leis laborais, na sexta-feira, no parlamento, coloca a prazo um cenário de crise política, o primeiro-ministro sorriu e comentou: "Os senhores têm sempre muitas razões para dissertar sobre muitas coisas que não têm nenhuma correspondência com a realidade", reagiu.
Luís Montenegro foi também por várias vezes questionado se Pedro Passos Coelho, antigo primeiro-ministro e presidente social-democrata "faz falta" ao congresso do PSD, mas o atual líder do executivo nada disse.
Luís Montenegro chega ao Congresso do PSD e remete para discurso as declarações
O líder do PSD e primeiro-ministro evitou as perguntas dos jornalistas sobre o chumbo da reforma laboral e sobre o que significava a ausência de Passos Coelho no congresso".
PSD. Sebastião Bugalho diz que partidos da oposição estão a sabotar governabilidade
À entrada para o encontro dos sociais-democratas, o eurodeputado Sebastião Bugalho defendeu que "não cabe ao congresso do PSD responder às questões de governabilidade que são os partidos da opsição que vêm sabotando".
Sobre as críticas do anterior primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, Bugalho defende que este Congresso não é sobre Passos.
Reforma laboral. Ministro das Infraestruturas critica "politiquice brejeira" do Chega
O chumbo do pacote laboral marca o Congresso do PSD que se realiza este fim de semana. "O parceiro preferencial não foi o Chega", defende o ministro. Pinto Luz lembra que durante um ano o partido negociou com os parceiros e que "tentou tudo" e defendendo que o Governo foi "humilde".
O ministro defende que o PS está de alguma forma representado pela UGT, com quem o Governo negociou.
"Não há crise política nenhuma", defende Hugo Soares
O líder parlamentar do PSD desvaloriza os cenários dos comentadores sobre uma eventual crise política, falando de "crises artificiais" para alimentar o comentário político. Hugo Soares argumenta que há estabilidade e a expetativa de a Legislatura se cumprir.
Montenegro abre hoje Congresso do PSD um dia depois do "chumbo" do pacote laboral
O presidente do PSD e primeiro-ministro abre hoje o 43.º Congresso do partido, que se realiza em Anadia (Aveiro), um dia depois de o Chega ter rejeitado a proposta de lei laboral que o Governo classificava como decisiva.
Tanto o primeiro-ministro, Luís Montenegro, como o líder parlamentar Hugo Soares puseram o ónus do falhanço do acordo no Chega, que acusaram de querer pôr em causa a sustentabilidade da Segurança Social, ao insistir na descida da idade da reforma como condição para aprovar a proposta do Governo.
Depois de, na quinta-feira, Hugo Soares, ter dado a revisão do Código do Trabalho como aprovada na generalidade -- com o presidente do Chega, André Ventura, a antecipar também vitórias para os trabalhadores em matérias reivindicadas pelo partido -- na sexta-feira o diploma acabou rejeitado com os votos contra do Chega e da esquerda.
Este volte face poderá mudar o tom do Congresso, que não tinha polémicas anunciadas, com Luís Montenegro a remeter uma análise da situação política mais aprofundada para a sua intervenção nesta reunião magna.
Em Bruxelas, o primeiro-ministro assegurou que o Governo "não vai desistir" de dar a Portugal "condições para que o país seja competitivo e produtivo" e disse manter "confiança absoluta" na ministra do Trabalho.
Nos últimos dias, quer o primeiro-ministro quer Hugo Soares tinham apontado ao PS a responsabilidade pela opção do Governo de tentar entendimentos com o Chega em matérias como a lei laboral ou a Prestação Social Única, classificando o partido liderado por José Luís Carneiro como "uma força de bloqueio à governação".
O `chumbo` do Chega ao pacote laboral deverá fazer com que os dois principais partidos da oposição sejam agora alvo de críticas partilhadas no Congresso.
O arranque dos trabalhos, que decorrem no Velódromo Nacional de Sangalhos, está marcado para as 10:00, com a apresentação da moção de estratégia global com que Luís Montenegro foi reeleito presidente do PSD em 30 de maio, com 95% dos votos e sem oposição, para o terceiro mandato de dois anos.
Na proposta, intitulada "Trabalhar - Fazer Portugal Maior" e que será votada hoje à noite, o presidente do PSD compromete-se a "não ter uma solução de governo nem com o Chega nem com o PS", mas considera ser absurdo falar de "cercas sanitárias" no Parlamento.
Os trabalhos prosseguirão com a apresentação das 18 propostas temáticas -- de estruturas autónomas como JSD, ASD e TSD, das distritais e dos eurodeputados do PSD -- e a discussão política.
Para as 18:00, está marcado o fim do prazo de entrega das candidaturas aos órgãos nacionais e para as 23:00 a votação da Moção de Estratégia Global e das Propostas Temáticas.
Apesar de o líder do PSD reservar sempre as suas escolhas até ao fim, são esperadas mudanças ao nível da Comissão Política Nacional, podendo haver uma menor presença de membros do Governo (no último Congresso os ministros deixaram de ser vice-presidentes e passaram a vogais) e um reforço de autarcas fortes do partido no núcleo duro.
Já prometida está uma lista alternativa ao Conselho Nacional, encabeçada por André Pardal e que junta três listas habitualmente concorrentes (a sua, a de Luís Rodrigues e a de Nuno Costa Pais, da Covilhã), que se assume não como de oposição mas de "consciência crítica" do partido".
Integram também esta lista Ricardo Sousa, que venceu a concelhia de Espinho contra o candidato da direção num processo que foi alvo de impugnação, e a antiga deputada Joana Barata Lopes.
Segundo a direção, estão inscritos no Congresso 906 delegados e 297 participantes, mais cerca de sete centenas de observadores.